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Como avaliar o desempenho da sua agência de tráfego pago

Aprenda a avaliar desempenho agência tráfego pago com métricas, relatórios e critérios de decisão para transformar dados em vendas.

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Gráfico de barras ascendente com ícone de foguete decolando, representando crescimento e sucesso em marketing digital.

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Avaliar o desempenho de uma agência de tráfego pago exige ir além de cliques e impressões. O ponto é conectar mídia, vendas e receita com critérios que o gestor consiga auditar.

Resposta rápida

Para avaliar uma agência de tráfego pago, confronte o que foi investido com conversões qualificadas, custo por aquisição, receita e avanço no funil. Verifique se o rastreamento está correto, se os relatórios mostram dados por campanha e anúncio e se a equipe explica as decisões tomadas. Para e-commerce, observe compras e margem. Em empresas B2B, acompanhe leads aceitos, oportunidades e vendas no CRM. Métricas como ROI, CTR, CPC e CPA ajudam, mas só fazem sentido quando ligadas ao objetivo comercial e à qualidade das conversões.

Resumo

  • Comece definindo o que a campanha precisa gerar: compra, lead qualificado, oportunidade ou receita.
  • Confirme rastreamento, atribuição e integração entre mídia, site, CRM e equipe comercial.
  • Use ROI, CTR, CPC e CPA em conjunto, sem tratar uma métrica isolada como diagnóstico.
  • Leia relatórios por etapa do funil e peça explicações sobre decisões, testes e próximos ajustes.
  • Se a entrega continuar fraca, organize evidências, estabeleça um plano de correção e reavalie a relação de trabalho.
Diagrama de fluxo mostrando as etapas de contratação e gestão de uma agência de tráfego pago.

O que é uma agência de tráfego pago?

Uma agência de tráfego pago planeja, configura, acompanha e otimiza campanhas de mídia patrocinada para levar pessoas qualificadas a uma ação comercial. O trabalho pode envolver estratégia, anúncios, páginas, mensuração e conexão com o processo de vendas.

A agência de tráfego pago administra a compra de mídia em canais digitais, mas sua função não deveria se limitar a apertar botões em uma plataforma. Ela transforma objetivos comerciais em campanhas, públicos, mensagens, páginas e critérios de acompanhamento. Em um e-commerce, a ação pode ser uma compra. Em uma operação B2B, pode ser o preenchimento de um formulário, uma reunião aceita pelo vendedor ou uma oportunidade registrada no CRM.

Na prática, o escopo costuma atravessar várias etapas. Primeiro, a equipe entende oferta, público, margem, ciclo de venda e capacidade comercial. Depois, estrutura campanhas, define eventos de conversão, acompanha a entrega e compara o comportamento dos usuários. A parte mais importante vem na interpretação: descobrir se o anúncio atrai a pessoa certa e se o restante da jornada consegue transformar interesse em negócio.

Por isso, o desempenho de uma agência não pode ser julgado apenas pela quantidade de acessos gerados. Tráfego barato pode trazer visitantes sem intenção. Uma taxa de cliques atraente pode esconder uma mensagem que promete algo diferente da página. O trabalho deve ser observado como parte de um sistema, no qual mídia, experiência do site, atendimento, CRM e vendas influenciam o desfecho.

A GRIT entende a gestão de tráfego como uma atividade ligada ao funil completo, da geração de demanda ao fechamento e à retenção. Essa visão é especialmente relevante quando a empresa já investiu em campanhas, mas não consegue identificar onde os contatos deixam de avançar.

Calendário com um círculo vermelho em volta de uma data e um gráfico de desempenho ao lado, simbolizando a importância de acompanhar resultados.

Por que é importante avaliar o desempenho da agência?

Avaliar a agência é importante porque investimento em mídia sem leitura crítica pode mascarar desperdícios e decisões difíceis de perceber no dia a dia. O gestor precisa saber se o dinheiro está comprando atenção, oportunidades reais ou apenas volume de atividade. Sem essa distinção, relatórios cheios de gráficos podem criar uma sensação de controle enquanto a receita permanece distante.

A avaliação também protege a estratégia contra conclusões apressadas. Uma campanha pode ter desempenho fraco por causa da segmentação, do criativo, da oferta, da página, do atendimento ou da falta de integração com o CRM. Se tudo é resumido a uma única taxa, a empresa pode trocar anúncios quando o problema está na demora comercial, ou cobrar a agência por uma falha que acontece depois do clique.

Para e-commerces, a análise deve conectar anúncios a sessões qualificadas, carrinhos, compras, receita e margem. Para negócios B2B, é necessário acompanhar a passagem do lead pelo atendimento, a aceitação pela equipe comercial, a criação de oportunidades e o fechamento. O indicador de sucesso muda conforme o modelo de negócio, mas a lógica é a mesma: medir a contribuição da mídia para o resultado que sustenta a empresa.

Há ainda um ganho de governança. Relatórios consistentes deixam claro quem tem acesso às contas, quais eventos são considerados conversões, quais hipóteses foram testadas e por que uma verba foi deslocada. Isso reduz dependência de explicações genéricas e permite que o gestor participe das decisões com perguntas melhores.

Uma avaliação madura não procura culpados a cada oscilação. Ela procura padrões, separa problema de medição de problema de estratégia e cria um histórico para que a próxima decisão seja mais informada.

Tela de computador exibindo gráficos de desempenho com métricas como CTR, CPC e ROI, com uma lupa focando em um dos indicadores.

Quais métricas usar para avaliar o desempenho?

As métricas mais úteis são as que conectam investimento, atenção, custo e conversão ao objetivo comercial. ROI, CTR, CPC e CPA formam uma base, mas devem ser lidas junto de qualidade do lead, receita e avanço no funil.

O que é ROI e como calcular?

ROI é o Retorno sobre o Investimento. Segundo o Sebrae/SC, ele mede quanto a empresa ganha ou perde em cada investimento realizado. Na prática, a pergunta é simples: depois de considerar o que foi investido, o retorno gerado pela ação compensou o recurso aplicado?

Uma forma de calcular o ROI é subtrair o custo de marketing da receita gerada e dividir o resultado pelo custo de marketing, multiplicando por 100. A conta parece direta, mas exige cuidado com o que entra em cada parte. Se a receita é registrada sem considerar cancelamentos, devoluções ou vendas que não vieram da campanha, a leitura fica distorcida.

Em uma operação B2B, a empresa pode precisar trabalhar com receita atribuída a oportunidades fechadas, não apenas com o valor de formulários enviados. Também é recomendável separar o investimento em mídia dos custos que a organização decidiu incluir no cálculo. O importante é manter o critério estável para que uma comparação entre períodos tenha significado.

ROI não é uma medalha para a agência nem um veredito isolado sobre a campanha. Ele é uma lente financeira. Quando está abaixo do esperado, a investigação deve perguntar se o problema está no custo da aquisição, no valor médio da venda, na conversão do site ou no aproveitamento comercial dos leads.

O que é CTR e por que é relevante?

CTR é a proporção de pessoas que clicam em um anúncio em relação às impressões que ele recebe. A métrica ajuda a entender se a combinação de público, mensagem e formato desperta interesse suficiente para gerar uma visita. Um CTR baixo pode sinalizar pouca aderência entre anúncio e audiência, criativo pouco claro ou uma oferta que não chama atenção naquele contexto.

O CTR não revela, sozinho, se a campanha trouxe compradores ou oportunidades. Um anúncio pode receber muitos cliques porque usa uma promessa ampla, mas entregar pouco valor depois. Por isso, compare essa métrica com a qualidade das sessões, a taxa de conversão da página e o custo das ações comerciais.

A leitura também deve ocorrer por anúncio, público e posicionamento, evitando uma média que esconda diferenças importantes. Se uma peça chama atenção, mas atrai pessoas sem perfil, o próximo teste precisa melhorar a qualificação da mensagem. Se o interesse é baixo em uma audiência relevante, pode ser necessário revisar criativo, argumento ou oferta.

O papel do CTR é orientar perguntas sobre a primeira etapa da jornada. Ele é um sinal de resposta ao anúncio, não uma prova de eficiência econômica.

O que é CPC e como ele impacta seu orçamento?

CPC é o custo médio de cada clique. Ele ajuda o gestor a entender quanto do orçamento está sendo consumido para levar pessoas até a página ou destino definido. Quando o CPC sobe, a mesma verba compra menos visitas, e isso pode reduzir o volume disponível para testes e conversões.

O impacto depende da qualidade do tráfego. Um clique barato de alguém sem intenção comercial pode custar mais à empresa do que um clique mais caro de uma pessoa alinhada à oferta. A análise precisa avançar até o comportamento após a visita, incluindo engajamento, preenchimento, compra e passagem pelo atendimento.

Ao avaliar a agência, peça a decomposição do CPC por campanha, público, anúncio e período comparável. Em seguida, pergunte quais mudanças foram feitas para controlar o custo e se elas preservaram a qualidade. Cortar campanhas somente porque o CPC aumentou pode remover uma fonte de demanda importante; manter tudo sem investigação também é uma decisão fraca.

O orçamento deve ser tratado como recurso para aprender e gerar negócio, não como simples volume de cliques. A pergunta mais útil é quanto custa conduzir uma pessoa qualificada até o próximo estágio do funil.

O que é CPA e como ele se relaciona com conversões?

CPA é o custo por aquisição ou por ação de conversão definida. No Google Ads, o custo por conversão é calculado dividindo o custo total pelo número de conversões. A própria plataforma permite acompanhar essa informação em colunas e relatórios específicos, inclusive com métricas comparáveis entre plataformas.

A fórmula é útil porque aproxima investimento e ação concreta. Ainda assim, o significado do CPA depende do evento escolhido. Um cadastro simples, uma compra aprovada, uma oportunidade aceita e uma venda fechada não têm o mesmo valor. Se a agência otimiza para um evento raso, o CPA pode parecer atraente enquanto o time comercial recebe contatos pouco aproveitáveis.

Em empresas B2B, conversões e custo por oportunidade podem ser usados como métricas de relatório, incluindo ações como compras, inscrições e downloads. A recomendação é criar uma hierarquia clara de eventos: o que indica interesse, o que indica qualificação e o que representa receita. Assim, a equipe consegue verificar se a redução do CPA veio de eficiência real ou de uma mudança no padrão de conversão.

O Google Ads também usa dados de relatórios de conversões para otimizar lances automáticos, como CPA desejado e CPC otimizado. Isso torna a qualidade do rastreamento ainda mais importante. Se o evento enviado é incompleto, duplicado ou pouco relacionado ao negócio, a automação aprende a buscar o sinal errado.

Para comparar períodos, considere o tempo entre o clique e a conversão. Os Relatórios de tempo de conversão do Google Ads ajudam a entender o comportamento das campanhas com base em CPA e ROAS. Essa leitura evita atribuir a um período recente uma venda que ainda estava amadurecendo no funil.

Gráfico de linha mostrando uma tendência de crescimento estável com ícones de moedas e troféus ao redor, indicando sucesso financeiro e reconhecimento.

Como interpretar os relatórios de desempenho?

Um relatório útil responde a perguntas de negócio, não apenas informa o que aconteceu dentro da plataforma. Antes de abrir os gráficos, defina qual decisão o documento precisa apoiar: redistribuir verba, revisar criativos, corrigir rastreamento, melhorar a página ou cobrar o retorno do atendimento.

Comece pela integridade dos dados. Confirme se as conversões estão configuradas, se não há eventos duplicados e se as fontes estão identificadas de forma consistente. O Google Ads permite analisar desempenho por conversões usando colunas e relatórios específicos, com custo por conversão e métricas comparáveis entre plataformas. Isso facilita uma leitura comum, desde que a empresa use definições equivalentes.

Depois, desça dos totais para os recortes. Observe campanha, grupo de anúncios, anúncio, público, dispositivo e etapa do funil. A API do Google Ads permite gerar relatórios de conversões por campanhas, grupos de anúncios e anúncios, o que ajuda a comparar o trabalho da agência em níveis diferentes da conta. Mesmo sem uma integração técnica avançada, a lógica é a mesma: o relatório precisa mostrar onde o desempenho se concentra e onde se perde.

Em seguida, confronte mídia e operação. Um lead registrado não é necessariamente um lead atendido. Uma compra atribuída à campanha pode ter sido cancelada. Uma oportunidade pode estar parada porque a equipe não recebeu contexto suficiente. Para B2B, o CRM deve voltar ao relatório com status de contato, qualificação, proposta e fechamento. Para e-commerce, estoque, prazo de entrega, experiência mobile e checkout também podem explicar a diferença entre interesse e venda.

Peça comentários sobre causas e decisões, não apenas uma apresentação de números. Um bom relatório explica o que mudou, qual hipótese foi testada, que evidência apareceu e qual será o próximo ajuste. A leitura fica mais confiável quando o período atual é comparado com uma base coerente, sem misturar mudanças de oferta, sazonalidade e alterações de mensuração como se fossem o mesmo fenômeno.

Se a agência apresenta um dashboard bonito, mas não consegue ligar as métricas às ações comerciais, ainda falta uma camada de gestão. O painel deve reduzir dúvidas relevantes, não esconder as perguntas difíceis.

Sinal de 'check' verde sobreposto a um gráfico de desempenho positivo, indicando aprovação e bons resultados.

Quais são os sinais de que a agência está performando bem?

Uma agência performa bem quando consegue demonstrar conexão entre estratégia, execução e aprendizado. Isso aparece menos em um pico isolado e mais na qualidade do processo ao longo do tempo. A equipe sabe qual público está tentando alcançar, qual ação considera conversão e por que determinada campanha merece continuar, ser ajustada ou ser interrompida.

Outro sinal é a transparência sobre o funil. A agência não apresenta apenas volume de cliques ou leads; ela acompanha a qualidade do que chega ao negócio. Quando o cliente informa que os contatos não avançam, a equipe investiga origem, mensagem, atendimento e critérios de qualificação. Quando há vendas, procura entender quais combinações contribuíram para elas sem atribuir tudo ao último anúncio visto.

A conta também revela maturidade. Os acessos estão organizados, as nomenclaturas permitem comparação, os eventos são compreensíveis e o cliente mantém domínio sobre seus ativos. O histórico de testes não desaparece quando uma campanha é encerrada. Isso torna o aprendizado acumulativo e ajuda a evitar que a operação repita hipóteses já descartadas.

A comunicação é outro indicador. Relatórios chegam em linguagem que o gestor consegue usar, as perguntas são respondidas com evidências e as decisões são registradas. A agência sinaliza riscos antes que eles virem uma crise, em vez de explicar uma queda somente depois da cobrança. Ela também reconhece quando uma limitação está fora da mídia, como uma página lenta ou um processo comercial desorganizado, e ajuda a priorizar a correção.

Por fim, existe coerência entre objetivo e otimização. Se o negócio precisa de receita, a conversa não fica presa a métricas de vaidade. Se o ciclo de vendas é longo, a agência não trata o primeiro cadastro como desfecho final. A performance aparece na capacidade de melhorar a qualidade das decisões, não apenas na produção constante de alterações na conta.

A GRIT recomenda observar esse conjunto de sinais antes de formar uma opinião sobre qualquer operação de tráfego. O gestor deve avaliar a clareza do diagnóstico tanto quanto o indicador final, porque uma conta sustentável precisa ensinar a empresa a decidir melhor.

Mão ajustando os botões de um painel de controle com gráficos e indicadores, representando a otimização de campanhas de marketing.

Como ajustar a estratégia com base na avaliação?

O ajuste deve partir do ponto exato em que o funil perde eficiência. Primeiro valide os dados, depois escolha uma hipótese prioritária, implemente a mudança e acompanhe o efeito nas métricas que representam negócio.

A primeira etapa é transformar a avaliação em diagnóstico. Separe problemas de atração, conversão e aproveitamento comercial. Se o anúncio não gera interesse, a investigação passa por público, criativo e posicionamento. Se há cliques, mas poucas ações na página, observe mensagem, oferta, experiência e velocidade. Se existem leads, mas poucas oportunidades, revise qualificação, atendimento e abordagem da equipe.

Em seguida, alinhe o evento que orienta a otimização. Uma agência não deveria ser cobrada por vendas se não recebe dados minimamente confiáveis sobre vendas, mas a empresa também não deve aceitar uma leitura baseada apenas em formulários quando consegue informar a evolução no CRM. A conexão entre mídia e receita precisa ser construída em conjunto.

Priorize mudanças que tenham uma hipótese clara. Em vez de alterar público, orçamento, criativo e página ao mesmo tempo, registre o que se espera aprender com cada intervenção. Quando muitas variáveis mudam juntas, a conta pode até oscilar positivamente, mas ninguém sabe qual decisão contribuiu para isso. O histórico fica frágil e a próxima ação volta a depender de opinião.

A verba deve seguir evidência, não impulso. Campanhas que atraem conversões qualificadas podem receber mais atenção, enquanto fontes de baixa qualidade entram em revisão. Porém, não use o CPA isoladamente para decidir. Relacione custo à receita, à margem, à taxa de fechamento e ao tempo necessário para o cliente comprar. Em B2B, uma oportunidade valiosa pode amadurecer mais lentamente do que um lead de baixa intenção.

Também ajuste a colaboração com a equipe comercial. Crie um caminho para devolver à agência informações sobre contatos inválidos, motivos de perda, objeções e vendas. Esse retorno transforma a mídia em um sistema de aprendizado. Sem ele, a agência só enxerga o começo da jornada e tende a otimizar para sinais incompletos.

Por fim, estabeleça uma rotina de revisão com responsáveis e decisões registradas. O encontro deve sair do relatório e chegar a uma lista curta de ações, prioridades e critérios de acompanhamento. Se a agência não consegue explicar qual mudança fará, por que fará e que evidência observará, o plano ainda não está pronto.

  1. Validar os eventos e a origem das conversões.
  2. Localizar a etapa do funil com maior perda.
  3. Escolher uma hipótese prioritária e definir o sinal de avaliação.
  4. Conectar o retorno comercial às campanhas.
  5. Registrar a decisão e revisar o efeito na próxima análise.
Sinal de 'X' vermelho sobreposto a um gráfico de desempenho em queda, com uma lupa ao lado, indicando a necessidade de ação corretiva.

O que fazer se a agência não está entregando resultados?

Se a agência não entrega resultados, não interrompa tudo sem antes preservar dados e identificar a falha. Reúna acessos, relatórios, eventos, histórico de alterações e informações do CRM, formalize um plano de correção e defina critérios objetivos para a continuidade.

Comece separando percepção de evidência. Compare o objetivo acordado com as conversões realmente registradas, a qualidade dos contatos e a receita relacionada. Verifique também se o problema é recente ou recorrente. Uma queda causada por falha de rastreamento pede uma resposta diferente de uma operação que há muito tempo não consegue gerar oportunidades aproveitáveis.

Depois, faça uma auditoria de acesso e mensuração. A empresa precisa conseguir consultar suas contas, propriedades, públicos, criativos, páginas, eventos e históricos. Confirme se as conversões estão chegando uma única vez e se o CRM registra a origem dos leads. Sem essa base, qualquer decisão sobre trocar campanha ou fornecedor será tomada com informação incompleta.

Convoque uma reunião objetiva com a agência. Peça que ela mostre o diagnóstico, as causas prioritárias, as ações propostas e os sinais que indicarão melhora. Evite aceitar respostas genéricas como otimização contínua sem saber o que será alterado. A conversa deve incluir a equipe comercial, porque a qualidade do lead frequentemente só aparece depois do primeiro contato.

Se houver um problema corrigível, formalize um plano de recuperação com responsáveis, dependências e rotina de acompanhamento. O plano pode envolver revisão de eventos, reconstrução de campanhas, novos criativos, ajuste de páginas, mudança de critérios de conversão ou integração mais consistente com o CRM. A prioridade deve ser a causa que mais limita o resultado, não a atividade mais fácil de mostrar.

Também avalie a capacidade de comunicação e aprendizado. Uma agência pode enfrentar uma fase ruim e ainda demonstrar bom trabalho se identifica o problema, assume a parte que lhe cabe e apresenta uma resposta verificável. Em contraste, a falta de transparência, a ausência de histórico e a insistência em métricas desconectadas do negócio indicam uma falha de gestão, mesmo quando alguns números superficiais parecem positivos.

Se a relação precisar ser encerrada, faça a transição de forma organizada. Preserve ativos, dados, públicos, criativos, documentação e aprendizados. Não deixe que a troca apague o diagnóstico, pois o próximo time precisa entender o que foi tentado e por que não funcionou.

O próximo passo mais seguro é montar um documento curto com objetivo comercial, definição de conversão, dados confiáveis, gargalo principal e ações prioritárias. Com essa clareza, o gestor consegue cobrar evolução, corrigir a rota ou buscar uma nova condução com critérios mais sólidos.

  1. Consolidar relatórios, acessos, eventos e histórico de alterações.
  2. Conferir a qualidade das conversões no site, nas plataformas e no CRM.
  3. Solicitar um diagnóstico com causas, ações, responsáveis e critérios de acompanhamento.
  4. Registrar o plano de correção e a data da próxima revisão.
  5. Preservar ativos e aprendizados caso seja necessário fazer uma transição.
  • Entender se a mídia está trazendo vendas para o e-commerce → Conecte campanhas a compras, receita, margem, cancelamentos e comportamento no checkout.
  • Saber se os leads B2B têm qualidade → Acompanhe aceite comercial, oportunidades, motivos de perda e vendas no CRM.
  • Reduzir desperdício de orçamento → Analise CPC e CPA junto da qualidade das conversões antes de redistribuir verba.
  • Cobrar melhorias da agência → Solicite diagnóstico, hipóteses, responsáveis, ações e critérios claros de acompanhamento.
  • Trocar de agência com segurança → Preserve acessos, dados, ativos, histórico de testes e regras de mensuração antes da transição.
  • Gestor de e-commerce com volume de compras e margem conhecida: Priorize receita, margem, CPA por compra, qualidade do checkout e diferença entre vendas atribuídas e vendas aprovadas.
  • Gestor de empresa B2B com equipe comercial: Priorize leads aceitos, oportunidades, tempo de resposta, motivos de perda e receita fechada no CRM.
  • Empresa com muitos cliques, mas poucas conversões: Investigue mensagem, público, página, oferta e rastreamento antes de aumentar orçamento.
  • Empresa com leads, mas poucas vendas: Integre marketing e vendas, audite a qualificação e devolva à agência os dados de avanço e perda.

Perguntas frequentes

Qual é a primeira métrica para avaliar uma agência de tráfego pago?
A primeira métrica deve refletir o objetivo comercial principal. Pode ser compra, lead qualificado, oportunidade ou receita. Antes de analisar o valor, confirme se o evento está corretamente rastreado e se representa uma ação relevante para o negócio.
CTR alto significa que a campanha está funcionando?
Não necessariamente. CTR alto mostra que o anúncio gera cliques, mas não informa se essas pessoas compram, avançam no funil ou têm perfil adequado. Relacione CTR com qualidade do tráfego, conversão da página e custo de aquisição.
Como saber se o CPA está bom?
Compare o CPA com o valor econômico da conversão. Um custo pode ser aceitável para uma venda com boa margem e inadequado para um lead que raramente vira oportunidade. Em B2B, acompanhe o avanço até oportunidades e vendas.
O que pedir no relatório da agência?
Peça investimento, conversões, custo por conversão, recortes por campanha e anúncio, qualidade dos leads, evolução no funil, alterações realizadas e próximos testes. O relatório deve explicar decisões, não apenas exibir gráficos.
Como avaliar tráfego pago em um e-commerce?
Conecte anúncios a sessões qualificadas, produtos visualizados, carrinhos, compras, receita, cancelamentos e margem. Também verifique se a página, o estoque e o checkout estão funcionando, pois a mídia não corrige sozinha problemas da operação.
Como avaliar tráfego pago em uma empresa B2B?
Acompanhe o caminho do lead até a oportunidade e a venda. Analise aceite comercial, velocidade do contato, motivos de perda, valor das oportunidades e receita atribuída. O CRM precisa devolver essas informações para a gestão de mídia.
O que fazer quando os dados do relatório não batem com o CRM?
Pause conclusões sobre eficiência e faça uma auditoria de rastreamento. Compare definições de conversão, origem, janela de atribuição e duplicidades. Depois, alinhe uma regra única para que mídia, marketing e vendas trabalhem com a mesma referência.
Quando é hora de pedir um plano de correção?
Peça um plano quando o problema é recorrente, os dados não sustentam as decisões ou a agência não explica como pretende melhorar. O documento deve indicar diagnóstico, ações, responsáveis e sinais de acompanhamento.

Glossário

ROI
Retorno sobre o Investimento, usado para relacionar o retorno gerado ao custo aplicado.
CTR
Taxa de cliques em relação às impressões de um anúncio, útil para avaliar a resposta inicial da audiência.
CPC
Custo médio pago por clique em um anúncio.
CPA
Custo médio associado a uma aquisição ou ação de conversão definida.
Conversão
Ação que a empresa escolhe acompanhar por representar avanço relevante, como compra, cadastro ou oportunidade.
Atribuição
Critério usado para relacionar uma conversão aos contatos e canais que participaram da jornada.
Funil de vendas
Sequência de etapas que leva uma pessoa do primeiro contato ao fechamento e, quando aplicável, à retenção.
Rafael Ramos

Escrito por

Rafael Ramos

GRIT

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